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“...JAQUINA...”
morava uma gorda no 3º andar
cuspia no cão para ele não ladrar
batia no marido e moía-lhe o juízo
pôs-lhe uma trela com um grande guizo
era porca era feia e era muito, muito má
quando abria a boca só saía blá, blá, blá
era a jaquina..... jaquina.....
jaquina, tu és a mulher má!!!
tu és a mulher má!!!
tu és a mulher má!!!
cabelos oleosos a cheirarem mal
comia com as mãos e limpava ao avental
passava o dia inteiro a chafordar
e só fazia papas para o jantar
gostava da pinga e só bebia imperial
comia vaqueiro com bolachas de água e sal
era a jaquina..... jaquina.....
jaquina, tu és a mulher má!!!
tu és a mulher má!!!
tu és a mulher má!!!
na rua toda a gente conhecia o bode
por causa da barba e do enorme bigode
tecla sim, tecla não, nunca ia ao dentista
tinha os dentes podres e queria ser fadista
tinha cera nas orelhas e macacos no nariz
tinha tudo o que preciso para ser óptima actriz
era a jaquina..... jaquina.....
jaquina, tu és a mulher má!!!
tu és a mulher má!!!
tu és a mulher má!!!
(Henrique – Tempo de Aventura)
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“Nos teus
olhos”
Dá-me a esperança desmedida
Dá-me a voz e o além
Dá-me o peito dá-me a vida
Dá-me tudo Cadaval
Nos teus olhos
Há um rio......
Que se contém
Quando te digo adeus
Mas eu volto
Cadaval.........
(Henrique – Tempo de Aventura)
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Bem-vindos
aos melhores anos
sorrindo-te de longe
olhando-te outra vez
é a mim que eu pergunto
se a distância nos satisfez
fugindo desde sempre
deixando-te p’ra trás
as memórias que eu invento
vivem do que não se faz
bem-vindos aos melhores anos das nossas vidas
à colecção dos encantos, das almas perdidas
e ao presente vou brindar, festejar todas as vidas
que nunca se irão cruzar (cruzar... cruzar...)
os dias mais distantes
são que hoje nós vivemos
são os dias mais felizes
afinal tudo o que temos
bem-vindos aos melhores anos das nossas vidas
à colecção dos encantos, das almas perdidas
e ao presente vou brindar, festejar todas as vidas
que nunca se irão cruzar (cruzar... cruzar...)
(Miguel Ângelo em “Voz e Guitarra”)
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Estrala a
bomba
Estrala a bomba e o foguete vai no ar
Arrebente, fica todo queimado
Nã há ninguém que vá mais bem
Que as meninas da Ribeira do Sado
As meninas da Ribeira do Sado é que é
Lavram a terra com as unhas dos pés
As meninas da Ribeira do Sado são como as ovelhas
Têm carrapatos atrás das orelhas
Era um daqueles dias bem chalados
Em que o sol batia forte nas cabeças
As meninas viram que eu estava apanhado
E disseram nunca mais cá apareças
Mas voltei e entreti-me a bailar com três
Queriam que eu fosse atrás do convés
Mas nã fui e mandei-as irem dar, banho ao meu canário
Que bateu as botas com dores num ovário
(Adiafa)
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Querida
pequenina
Querida pequenina
És o sol que me ilumina
Tens a luz que me fascina
Onde estás?
(onde é que tu estás?)
Passa tempo, passa
Cai fundo no esquecimento
Não ouças o meu lamento
Onde estás?
(onde é que tu estás?)
(Xutos e Pontapés)
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Reunir aos meus
amigos
Hoje é o dia
Em que eu celebro as coisas simples
Uma é ver-te a sorrir
os dedos são a ponte
entre o vidro onde eu escrevo
e a pele do teu corpo
ooooohhhhh alguém canta
os dias sem ninguém
quem...... vier por bem
venha também
reunir aos meus amigos
toma a senha e segue
a lua, não tem nada que enganar
tropeça, corre e cai
mas só paras lá no fim
quando o coração bater
e o sino rimar
(Quinta do Bill)
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senta-te aí
!!!........
está na hora de ouvires o teu pai,
puxa para ti essa cadeira
cada qual é que escolhe a onde vai
ora hora e... durante a vida inteira
podes ter uma luta que é só tua
ou então ir e vir com as marés
se perderes a direcção da lua
olha a sombra que... tens colada ao pés
estou cansado aceita o testemunho
não tenho o teu caminho p’ra escrever
tens de ser tu com o teu próprio punho
e era isto que eu... te queria dizer
sou uma metade do que era
com mais outro tanto de cidade
vou-me embora que o coração não espera
à procura da... mais velha metade
está na hora de ouvires o teu pai,
puxa para ti essa cadeira
cada qual é que escolhe a onde vai
ora hora e... durante a vida inteira
(Jorge Palme em “Rio Grande”)
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Restolho
Ré
Sol
Geme o restolho triste e solitário
Mi- Sol Ré
A embalar a noite escura e fria
Si7ª
Mi- Sol
E a perder-se no olhar da ventania
Mi-
Lá Ré
Que canta ao tom do velho campanário
Geme o restolho preso de saudade
Esquecido, enlouquecido, dominado
Escondido entre as sombras do montado
Sem forças e sem cor e sem vontade
Geme o restolho a transpirar de chuva
Nos campos que a ceifeira mutilou
Dormindo em velhos sonhos que sonhou
Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mi- Sol
Mas é preciso morrer e nascer de novo
Ré Dó Si-
Semear o pó e voltar a colher
Sol Mi-
Há que ser trigo depois ser restolho
Sol
Lá Ré
Há que penar p’ra aprender a viver
E a vida não é existir sem mais nada
A vida não é dia sim, dia não
É feita em cada entrega alucinada
P’ra receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho a transpirar de chuva
Nos campos que a ceifeira mutilou
Dormindo em velhos sonhos que sonhou
Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mi- Sol
Mas é preciso morrer e nascer de novo
Ré Dó Si-
Semear o pó e voltar a colher
Sol Mi-
Há que ser trigo depois ser restolho
Sol
Lá Ré
Há que penar p’ra aprender a viver
(Mafalda Veiga)
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Loucos de
Lisboa
Sol
Dó
Parava no café quando lá estava,
Sol
Ré
Na voz tinha o talento dos pedintes.
Sol Dó
Entre um cigarro e outro lá cravava
Ré
Sol
A bica ao melhor dos seus ouvintes
As mãos e olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia,
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia.
Dó
São os loucos de Lisboa
Ré Sol
Que nos fazem duvidar.
Dó
A Terra gira ao contrário
Ré Sol
E os rios nascem no mar.
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital,
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal.
Comprámos a entrada p’rá sessão
P’ra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar.
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar.
Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos o tributo a quem lá param
Loucos a fazer-lhe companhia
É sempre a mesma pose o mesmo olhar
Quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar beijinhos
As meninas que passeiam
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar.
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar.
(Ala dos Namorados)
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Dunas
Sol Mi-
Dunas... são como divãs
Dó
Biombos indiscretos de alcatrão sujo
Ré
Rasgados por cactos e hortelãs.
Sol
Mi-
Deitados nas dunas... alheios a tudo
Dó Ré
Olhos penetrantes, pensamentos lavados.
Sol Mi-
Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Dó Ré
Selamos segredos, saltamos rochedos
Sol Mi-
Em câmara lenta, como na TV
Dó
Ré
Palavras a mais, na idade dos porquês.
Dunas... são como divãs
Quem nos visse deitados, cabelos molhados
Bastante enrolados, sacos-cama salgados
Nas dunas... roendo maçãs
A ver garrafas de óleo, boiando vazia
Nas ondas da manhã.
Bebemos dos lábios
Refrescos gelados – nas dunas!
Refrescos gelados
Saltamos rechedos – como na TV!
(GNR)
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Anzol
Ré Lá Mi-
Sol
Ai eu já pensei mandar pintar o céu
Ré Lá
Mi- Sol
Em tons de azul, p’ra ser original
Ré Lá Mi-
Sol
Só depois notei que azul já ele era
Ré Lá
Mi- Sol
Houve alguém que teve ideia igual
Lá Mi-
Já não sei se hei-de fugir
Lá Mi-
Ou morder o anzol
Lá Mi- Lá
Já não há nada de novo aqui
Sol Ré Lá Mi- Sol Ré Lá Mi- Sol
Ré
Debaixo do sol
Ré Lá Mi- Sol
Já me persegui por becos e ruelas
Ré Lá
Mi- Sol
De horror e caminhos sem saída
Ré Lá Mi-
Sol
Até me perdi, sozinho sem saber
Ré Lá Mi- Sol
De que cor pintar a minha vida
(Radio Macau)
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Eu gosto é do
Verão
Dó Lá-
Na primavera o amor anda no ar
Fá Sol
Na primavera os bichos andam no ar
Dó Lá-
Na primavera o polén anda no ar
Fá Sol
E eu não consigo parar de espirrar
No Verão os dias ficam maiores
No Verão as roupas ficam menores
No Verão o calor bate recordes
E os corpos libertam os seus suores
Refrão
Eu gosto é do Verão
Passear de prancha na mão
Saltarmos e rirmos na praia
E nadar e apanhar um escaldão
Dó
E ao fim do dia
Mi
Bem abraçados
Fá Sol
A ver o pôr do sol
Dó Fá
Sol Dó
Patrocionados por uma bebida qualquer
No Outono a escola ameaça abrir
No Outono passo a noite a tossir
No Outono há folhas sempre a cair
E a chuva faz os prédios ruir
No Inverno o Natal é baril
No Inverno ando engripado e febril
No Inverno é Verão no Brasil
E na Suíça suicidam-se aos mil
Refrão
(Fúria do Açucar)
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